Total de visualizações de página


Planejamento Profissional

Textos e reflexões em open content sobre planejamento profissional e vocacional no contexto tecnológico e humano da contemporaneidade


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

5 DICAS PARA ENTREVISTA DE EMPREGO

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/5-dicas-para-entrevista-de-emprego/31772/
1. Conheça a empresa - antes de ir para uma entrevista na empresa procure saber o máximo possível a respeito da mesma. Visite o site, converse com pessoas que conhecem sobre ela, leia as notícias que já foram publicadas a respeito, busque outras fontes de informação sobre a situação econômica e cultural da empresa. Hoje em dia a maior parte das vagas disponíveis no mercado está nas mãos de empresas de seleção e consultorias. Portanto, esta dica também se aplica para uma entrevista inicial neste tipo de empresa.



2. Apresentação pessoal - em geral, vista-se de forma um pouco mais formal do que de costume. É preferível transmitir uma idéia de seriedade e formalismo do que descuido e despreocupação. Porém, cuidado com roupas que não está acostumado a vestir, pois pode ficar desconfortável e isso prejudicar sua entrevista. É fundamental conhecer antecipadamente a cultura da empresa quanto a vestimenta: formal ou informal. Em qualquer situação evite roupas muito justas e que mostrem partes do corpo que transmitam sensualidade.



3. Fale a verdade - durante a entrevista procure agir com naturalidade e falar sempre a verdade. Claro que dizer a verdade não significa ser franco ao extremo. Em vez de dizer que odiava seu chefe (se for o caso), diga que sua relação com ele era profissional e tinham posições diferentes sobre questões relacionadas ao trabalho. Nunca invente fatos ou conhecimentos que não possua. Os profissionais que realizam entrevistas, em geral, são experientes para perceber quando alguém está aumentando ou inventando alguma informação. Procure falar de experiencias positivas que teve em seus empregos anteriores. Reforce com exemplos suas conquistas e realizações.



4. Demonstre interesse - muitas vezes o candidato que faz perguntas ao entrevistador durante e ao final da entrevista transmite uma imagem positiva sobre si mesmo. Denota que a pessoa está interessada, motivada e curiosa pela vaga. Entretanto, tome cuidado para não se tornar o entrevistador fazendo perguntas demais. Prepare algumas perguntas com antecedência e havendo oportunidade faça-as ao final. Também não pergunte coisas íntimas ou sobre entrevistador. Uma pergunta importante e funcional é sobre a continuidade do processo. Ao final da entrevista pergunte sobre os próximos passos, prazo para retorno etc.



5. Acompanhamento - uma das dúvidas mais frequentes é sobre o tempo de espera sobre o resultado da entrevista. Cada empresa tem um processo que pode variar de dias a meses. Por isso, é importante praticar o que foi escrito na dica quatro. Caso o entrevistador não tenha definido um prazo para o retorno ou o mesmo já tenha passado e ele não entrou em contato, cabe a você se manifestar. Caso ele não tenha definido um prazo a dica é aguardar aproximadamente duas semanas. Porém, se o prazo expirou e ele não retornou, a dica é aguardar de três a cinco dias para buscar informações. Não há uma regra, mas bom senso. Por isso, reforço a importância de ter esta informação ao final da entrevista.

Vai tentar estágio ou trainee? Veja como fazer o currículo

http://noticias.uol.com.br/empregos/ultnot/2008/09/09/ult880u7353.jhtm
Juliana Doretto

Em São Paulo

A primeira peneira em várias seleções de estágio e trainee é a análise de currículo. Mas, para quem nunca trabalhou e não vem de uma universidade de ponta, isso significaria pontos a menos desde o início?

Não, dizem as consultoras ouvidas pelo UOL Empregos. O currículo é um espaço em que o estudante pode mostrar outras habilidades e experiências que vão além do nome da faculdade em que estuda.

Em primeiro lugar, não se pode falar de currículo, mas sim de currículos: tenha um para cada área em que queria atuar, senão o recrutador vai achar que você anda atirando para todos os lados. O que vai mudar, basicamente, é o item Objetivo.

Quer atuar em um banco? Defina se quer a área financeira, de crédito ou de risco, por exemplo. "Você pode também, ao hierarquizar as informações dos itens do currículo, mostrar primeiro aquelas atividades ligadas à área", diz Renata Perrone, gerente de consultoria da assessoria de recursos humanos Ricardo Xavier.

Resuma tudo em uma única página e redobre as atenções com erros de português. E, a menos que você já tenha muita habilidade com criações gráficas e esteja concorrendo a vagas nessa área, não invente: use um tipo de letra já conhecida (as especialistas ouvidas pelo UOL Empregos sugerem Arial), de tamanho padrão (12) e na cor preta. "O candidato não pode ser lembrado pelo formato muito diferenciado do currículo, e sim pelas informações que está nele", diz a gerente da Ricardo Xavier.

O primeiro item é o nome do profissional, num tamanho de letra um pouco maior do que a usado no restante do texto (corpo 14, por exemplo). Em seguida vêm os dados pessoais: nacionalidade, idade (e não o ano em que nasceu, para evitar que o recrutador tenha de fazer contas), estado civil e os contatos (endereço, com bairro e CEP, telefone, celular e e-mail).

Importante: a conta de email tem de ser algo profissional: não use e-mails que tenham brincadeiras ou apelidos. Foto? Só inclua se a empresa pedir. Documentos? Não precisa. Isso ocorria porque as organizações buscavam o perfil de candidatos em cadastros de credores ou criminais, o que agora está proibido por lei.

No que você é bom

Carmen Alonso, coordenadora de treinamentos corporativos do Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios), diz que o currículo pode ter também uma categoria chamada de Qualificações, logo após o Objetivo, em que o candidato pode listar suas quatro principais competências.

Mas como saber quais são elas? "Pela sua vocação. Veja o que faz na escola ou pergunte à família e aos professores. São habilidades como liderança, dinamismo, pontualidade, boa administração do tempo, facilidade de relacionamento interpessoal, perfil analítico [mais técnico], organização e foco em resultados", diz.

Para a coordenadora do Nube, os conhecimentos de informática também podem entrar aí. Já Renata Perrone acredita que seja bom criar um item Informática, mais perto do fim do currículo, descrevendo os programas que domina -- os mais requisitados são Office, PowerPoint e Excell.

Na Formação acadêmica, se ainda estiver estudando, indique a previsão de conclusão do curso, e não o semestre ou o período que cursa. O recrutador não pode ter dúvidas quanto ao tempo restante para o fim da graduação.

Na categoria Idiomas, nada de humildade excessiva. "Se você já fez algum curso de línguas na vida, mesmo que seu nível seja muito básico, tem de colocar, porque já é um diferencial", diz Renata Perrone. Por outro lado, não diga se é fluente caso não domine muito bem a língua. Vale mais escrever que está cursando o nível intermediário ou avançado.

Saiba como se preparar para uma entrevista de emprego

http://noticias.uol.com.br/empregos/dicas/entrevista.jhtm


Da Redação
Em São Paulo

Ele fez as contas e acredita já ter entrevistado, em dez anos da sua carreira de executivo, cerca de 5.000 candidatos a vagas de emprego. O administrador de empresas Roberto Caldeira, autor do livro "O Segredo do Entrevistador" (editora Brasport, R$ 31,45), conta, em entrevista ao UOL Empregos, que há certos comportamentos que sempre conquistam quem está selecionando e outros que o afastam.

"Percebi que os profissionais cometiam sempre os mesmos erros", conta o executivo, formado pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e com pós-graduação pela Harvard Extension School. Caldeira tem experiência de recrutamento para diversos cargos, desde recepcionista a gerente do departamento financeiro e gerente e diretores em outros países.

Confira os principais trechos da entrevista:

Há algum perfil de profissional sempre esperado por qualquer entrevistador?

Sim, as características pessoais mais procuradas pelos entrevistadores são: objetivos profissionais e de vida definidos; automotivação; iniciativa; responsabilidade; dedicação; ambição; capacidade de aprender; capacidade de trabalho em equipe; ser voltado para resultados.

Aém disso, é preciso ter atitude positiva, que significa a maneira como nos comportamos em relação à vida. Se somos otimistas, colaborativos, sociáveis e participantes. Ou se somos pessimistas, egoístas e revoltados. Para que os objetivos da empresa sejam atingidos, é essencial que a atitude do grupo seja positiva, otimista e colaborativa.

Use termos como: Sim posso! Sim gostaria! Sim me interessa! Não, não tem problema!

O candidato precisa ter também expectativas adequadas.

E que seria a expectativa adequada?

Muitos erroneamente avaliam o sucesso profissional e pessoal através dos aumentos salariais recebidos ao longo dos anos. Com o tempo, descobrimos outros fatores tão ou mais importantes para nós, como a satisfação pessoal e a satisfação profissional. São sentimentos que nenhum salário polpudo traz por si só.



Quando somos entrevistados, devemos deixar transparecer nossa busca de realização pessoal e profissional. De nosso desejo de fazer parte de uma equipe de sucesso e de poder contribuir para a construção de algo.



Outro ponto esperado pelo entrevistador é maturidade.



E isso não está ligado à idade, certo?

Não, isso não está ligado à idade. Ser maduro significa ser ponderado e prudente. Na entrevista, significa ouvir e pensar antes de falar. Não se precipitar nas respostas.



Que erros nenhum entrevistador suporta?

Atrasos ou faltas à entrevista; falar mal de ex-chefe ou de empresa anterior; comunicação muito coloquial ou com excesso de gírias; candidatos que colocam restrições quanto ao horário de trabalho e que justificam sua pretensão salarial baseados em sua necessidades financeiras pessoais.



Como justificar o quanto se quer ganhar, então?

Salários são baseados principalmente na contribuição que o candidato pode dar a empresa através de seu trabalho e na oferta no mercado de profissionais com aquele perfil. Portanto, a pretensão deve se basear na média de salário pago para aquele cargo pelo mercado, podendo subir caso o candidato tenha experiência específica no segmento de atuação da empresa, ou seja, caso venha da concorrência.



Se colocar restrições ao horário de trabalho é um comportamento inadequado, como deve atuar o candidato que estuda ou tem filhos?

Algumas empresas oferecem vagas com horário flexível, mas isso é a exceção. Quem quiser realmente seguir uma carreira tem que optar por uma dedicação de tempo mínima para a empresa.



Por outro lado, há atitudes que ajudam a conquistar qualquer entrevistador?

Sim: saber ouvir e evitar respostas fechadas do tipo sim ou não. Deve-se elaborar um pouco sobre a pergunta, mas também com cuidado para não ficar muito longo. É preciso ainda mostrar interesse pela empresa e pela vaga oferecida e mostrar disponibilidade e flexibilidade para participar das próximas etapas da seleção.



O entrevistador se prepara para uma entrevista? O que o entrevistado pode fazer sabendo disso?

Sim. O entrevistador faz um resumo das responsabilidades envolvidas no cargo em questão bem como o perfil do candidato procurado. De posse dessa informação, o candidato deve procurar conhecer o máximo possível sobre a empresa em que pretende trabalhar, através de pesquisa na Internet. Também é importante conhecer detalhes dos requisitos para o cargo, algo que deve ter sido divulgado pela empresa ou que, em última instância, pode ser perguntado diretamente ao RH [recursos humanos] da empresa.



O entrevistado pode detectar o tipo de entrevistador que está à frente dele? E se adaptar a isso?

Sim, isso é possível, mas não recomendável, por não ser fácil para as pessoas, em geral, detectar nuances de personalidade e se adequar a elas. O que sugiro é que o candidato esteja firme e preparado para a entrevista.

11 dicas para atingir as metas em 2011

1. Responsabilidade - Não adianta responsabilizar o mundo pela não realização do objetivo, frustração ou insucesso. De acordo com a consultora, quando a responsabilidade é assumida, você toma o seu poder de transformar e planejar uma melhor estratégia com mais confiança.

2. Formule seu objetivo no positivo - Diga o que quer e não o que não quer. Roselake diz que as pessoas só sabem ou só falam do que não querem.

3. O objetivo precisa ser sustentado por você - A dica da consultora é traçar objetivos sobre os quais é possível agir: o objetivo não é "quero que meu chefe me dê aumento", mas sim "farei o que for necessário para obter uma promoção".

4. Pense positivo sempre - Os medos podem ser os maiores entraves para o sucesso na vida. "Deixe-os no seu tempo, mas reconheça-os, admita-os, avalie-os e faça aprendizados positivos dessas experiências para viver o agora plenamente", avalia Roselake.

5. Sonhe - O sonho é a base de tudo. Para a consultora, as pessoas nunca devem deixar de sonhar. Após esse processo, deve-se trazer os sonhos para a realidade e verificar o que pode-se fazer para alcançá-los.

6. Contemple todas as áreas da sua vida - Quando focamos excessivamente uma área, tiramos energia de outra, causando desarmonia ao todo, portanto tenha equilíbrio. Estabeleça objetivos para a área familiar, afetiva, profissional, financeira, social e o que mais achar conveniente. Assim seu crescimento será integral.

7. Avalie o contexto geral - Avalie antecipadamente o impacto do que você quer e só depois decida o que fazer. Segundo a consultora, caso haja conflito interno, que você identificará através de um desconforto, avalie e busque uma negociação consigo mesmo, e se ainda assim o desconforto persistir, reformule seu objetivo para evitar a auto-sabotagem.

8. Faça uma lista - Escreva e faça um painel representativo com frases e figuras com todos os seus sonhos e objetivos. Assim a mente capta os estímulos da melhor forma. Fale bastante sobre os sonhos, pois os mesmos precisam ser alimentados para se concretizarem. Essas atitudes abre caminhos neurais que auxiliam na conquista dos objetivos, tornando-os mais palpáveis.

9. Use todos os sentidos para realizar - Para conquistar os seus objetivos, seus sentidos precisam experimentar a situação desejada para ter a referência de aonde você quer chegar, explica.

10. Ouça sua voz interior - Quando você tem convicção do que quer e sabe que isto realmente é bom, os comentários divergentes não abalarão a sua caminhada na direção de seu objetivo.

11. Comemore a realização - A alegria e a gratidão são emoções que validam profundamente o esforço da trajetória e nos motivam para novas e grandes realizações. Celebre e lembre-se: você tem o poder sobre tudo na sua vida. Seja livre, seja você e crie sua própria realidade.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Boas vindas à turma de 2011!

Caros alunos:

Bem vindos ao blog da disciplina "Planejamento profissional". Aqui vocês encontrarão textos, comentários e várias coisas legais sobre os temas das nossas aulas.

aproveitem e comentem!

Abs

Bido

quinta-feira, 4 de março de 2010

REFLEXÃO SOBRE AS ESCOLHAS PROFISSIONAIS E OS CONTEÚDOS INCONSCIENTES QUE PERMEIAM A ESCOLHA

Bru Costenaro
Muitos aspectos pesam no momento da escolha profissional, existem influências diversas como os pais, a escola e o mercado de trabalho, que somadas as crises já comuns à Síndrome da Adolescência Normal que Aberastury descreve, marcam o momento da escolha por indecisão e angústia como afirma Barreto e Vaisberg (2007).
Antes de despertar escolhas no adolescente se faz necessário algumas reflexões, alguns itens que fazem parte da história de vida deste. O primeiro item importante a se observar é o meio em que o adolescente está inserido: Como o trabalho é visto na sociedade em que este vive? Quais as relações que este adolescente tem com o mercado de trabalho? Ele deseja entrar neste universo ou o faz por obrigação? O que ele espera ao entrar em seu primeiro emprego? Pensando na sociedade capitalista em que estamos inseridos o trabalho é visto como área fundamental do viver humano como lembra Barreto e Vaisberg (2007). Está concepção tem um grande peso e força o adolescente a escolhas prematuras, que muitas vezes não tem quase opção de escolha devido ao seu nível socioeconômico e se encontra na situação de escolher a opção que menos o agride, mas que de longe vai de encontro com seus desejos.
Essa mesma sociedade ainda é aquela que não dá perspectivas de futuro, visto que os empregos não apresentam estabilidade e promovem doenças. Como suscitar a vontade do adolescente em entrar em um mercado onde seu futuro é incerto e ainda pode lhe trazer sofrimento. Parar quebrar essa lógica é importante compreender a relação perversa que se estabelece entre o mercado de trabalho e o inconsciente dos indivíduos. Você se compromete a entrar no mercado de trabalho em troca da idéia de poder participar do universo do consumo e da exercer uma falsa liberdade que se limita ao que você deseja ou não comprar. Pensando no consumismo surgem questões como: Qual a área mais rentável? Qual profissão trará mais status? Entra neste momento o grande peso das idéias do pais quanto a isto, estes incentivam as profissões que acreditam serem melhores para o futuro financeiro do filho sem pensar se esta tem de fato alguma conexão com seu filho.
Soma se ainda aos itens já citados a escola, está dá ao adolescente um ensino raso, passando conteúdos de importância passageira que geram grande desinteresse. Quando o adolescente chega ao colegial é bombardeado por conteúdos que são exclusivos para passar no vestibular, o que coloca para o adolescente que sua opção certa é ingressar na universidade, dando a falsa ilusão que para ingressar no mercado de trabalho basta ter um diploma superior e que o tendo o sucesso é garantido, como cita Barreto e Vaisberg (2007).
Levando em conta todos estes aspectos e outros que não foram citados, o momento da decisão do jovem oscila entre ora muito infantilizado, ora extremamente angustiado frente aos desejos que encara como opostos diz Barreto e Vaisberg (2007).
A melhor maneira de auxiliar o jovem nesta situação é criar um espaço para que este tenha contato com seus desejos, ou seja, conheça os conteúdos de seu inconsciente, permitindo assim autoconhecimento para que este conheça minimamente suas qualidades e defeitos, assim como limitações para cada uma das profissões que em que desperto desejo.
O autoconhecimento permite o fortalecimento da auto-estima, gerando decisões mais seguras e acertadas, permitindo também o estabelecimento de metas a seguir para alcançar seu objetivo.
Como aponta Barreto e Vaisberg (2007) apud Winnicott (1967/1975) a escolha não deve ser submissa, deve ser uma escolha que se faz a partir do ser, que deve se fundir no estilo de cada um.

Bibliografia: BARRETO, Maria Auxiliadora and AIELLO-VAISBERG, Tania. Escolha profissional e dramática do viver adolescente. Psicol. Soc. [online]. 2007, vol.19, n.1, pp. 107-114. ISSN 0102-7182. doi: 10.1590/S0102-71822007000100015.

terça-feira, 2 de março de 2010

O drama do momento da escolha profissional

Moacir Strose Jr

Se a escolha profissional já em si uma árdua tarefa, senão para todos, para a maioria dentro do universo de pessoas que apresentam tal possibilidade de escolha, tomemos esse fato inserido geralmente na nossa cultura, na adolescência.

Já se foram épocas onde a possibilidade de uma escolha profissional, fosse uma escolha tendenciosa, uma escolha vocacional, uma escolha visando rentabilidade financeira ou mesmo uma mistura desses possíveis caminhos, se apresentava de modo mais restrito. Não que ainda não existam as tais profissões tradicionais que habitam as fantasias humanas, porém, em tempos atuais são inúmeras e cada vez maiores as possibilidades de uma profissão.

Esse fato, por si só, já pode causar incertezas.

Somado a esse panorama, segundo Barreto & Aiello-Vaisberg, nossa contemporaneidade apresenta, relacionado a profissões, um alto índice de desemprego, criando ainda mais incertezas bem como não exercendo tanta atração aos jovens na iminência de participarem desse mercado de trabalho.

Consideremos também o caso brasileiro onde cada vez mais é oferecido curso superior, sendo que não há vagas para atenderem toda demanda das universidades, contribuindo, portanto, para profissionais de ensino superior desempregados, e na contramão, um mercado com demanda de profissionais de cursos técnicos, formação essa que normalmente não faz parte das fantasias dessa maioria de jovens com possibilidade de escolha.

Como se não bastasse esse contraditório e inseguro panorama, é normalmente na adolescência que essa escolha deve ser feita, justamente onde, segundo Aberastury & Knobel, vivenciado a “Síndrome da adolescência normal”, esses mesmos jovens que procuram por uma decisão sobre uma profissão, passam por momentos de desinteresse, de elação, crise intelectual, necessidade de urgência e apatia, dentro outros conflitos próprios e esperados da adolescência que conhecemos atualmente.

Ora, parece que a congruência dos fatos nos leva a vivenciar um momento de escolha profissional dramática dessa vivência do adolescente, lembrando, que tem ferramentas e possibilidades de escolha, diretamente relacionadas ao segmento social no qual está inserido.

Outro conceito que corrobora com essas dramáticas incertezas, é o de moratória, que de acordo com Calligaris, é como o adolescente é visto – já recebeu inúmeras informações e formações de seus pais, meio social, escolas, valores da sociedade, e estando pronto para colocar em práticas tais conhecimentos, é lembrado que ainda “não está pronto”; já um tempo de suspensão entre o que foi aprendido e a possibilidade de colocar em prática tais conhecimentos.

E tendo ainda que decidir por uma profissão, que de antemão, parece ser para o resto de sua vida e normalmente, assim ocorre.

Entendo ser um campo onde o psicólogo pode dar grande contribuição, compreendendo esse momento do adolescente e ajudando-o com suas compreensões e escolhas. E nesse momento, o saber psicológico pode também contribuir para as decisões, inclusive, de segmentos sociais menos favorecidos, onde haja, pelo menos, alguma possibilidade, senão para um curso superior, para cursos
profissionalizantes técnicos, afinal, de certa forma, algumas características se mantém na adolescência, independente de sua localização, em maior ou menor grau.